Emily em Paris | Crítica

Emily em Paris, série da Netflix, é uma divertida comédia romântica, mas não consegue fugir do estereótipo. E tá tudo bem. Confira a crítica do Seven List da série protagonizada por Lily Collins.

Crítica da série da Netflix Emily em Paris - Seven List

Criada por Darren Star, o mesmo de Sexy And The City, Emily em Paris traz em seus 10 episódios de menos de 30 minutos, a trajetória de Emily Cooper, uma americana que muda de Chicago para Paris, com o emprego dos sonhos em uma empresa de marketing. No entanto, no melhor estilo de O Diabo Veste Prada, ela vai precisar lidar com uma chefe que não está feliz com a sua chegada, dificultando o seu trabalho.

Entre os muitos acertos de Emily em Paris, Lily Collins com certeza é um deles. A atriz britânica traz uma protagonista divertida, estilosa, corajosa e inteligente. Dona de um carisma capaz de deixar qualquer um ao seus pés, até a própria Paris. Carisma esse que se multiplica entre todo o elenco, fazendo o público maratonar essa trama em uma única tacada.   


Mais do que Lily Collins, a grande estrela desse show é Paris. A cidade da luz é o ponto que transforma a série mais água com a açúcar da Netflix, em um grande deslumbre para os olhos, sendo mais um reluzente cartão de visita para uma das localidades mais amadas do mundo. Tudo isso, junto dos figurinos contemporâneos mais fashionistas, desde o fenômeno da TV Gossip Girl. 

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Embora cumpra exatamente o seu propósito, Emily em Paris traz uma perspectiva americana para o estilo de vida e olhar parisiense, o que resulta em uma produção estereotipada em diversos aspectos. Como por exemplo nas características de personagens americanos x parisienses, tão óbvias quanto o gringo que imagina que o Brasil só existe carnaval. E até mesmo nas escolhas clichês que envolvem todos os personagens masculinos com interesse amoroso pela protagonista, até com ela errando todas as vezes o andar do seu apartamento.


A série também não se preocupa em desenvolver de forma mais profunda nenhum de seus personagens, nem mesmo a sua protagonista, apresentando ao espectador apenas o fato de que Emily é uma garota de Chicago que tinha um namorado e mudou para Paris. Além de ao longo de toda a temporada, entregar soluções de bandeja no melhor estilo deus ex machina. Isso não torna a série ruim, apenas a coloca na categoria de produções feitas para você desligar a mente. 


Embora Emily em Paris seja uma série apaixonante, ela não se preocupa em se adaptar a um mundo que clama por diversidade. Isso é um problema? Depende do ponto de vista de quem assiste. Se não fosse pelo uso recorrente das redes sociais, a série poderia facilmente estar ambientada em plenos anos 2000, fazendo com o que ela esteja atrás de seu tempo. Entretanto, Emily em Paris veio apenas nos divertir e nesse momento, é a única coisa que a gente precisa. 
Acima de tudo, Emily em Paris é uma válvula de escape deliciosa para se desfrutar em uma ano tão caótico quanto 2020. É leve, divertida, clichê e totalmente superficial. Mas o que seria do mundo sem a possibilidade de apenas darmos risada de uma jovem adulta, absurdamente linda, amadurecendo enquanto vive um sonho em Paris?



Nome original: Emily in Paris
Ano: 2020
Nacionalidade: EUA
Gênero: Comédia
Duração: 2h03min
Direção:  Darren Star
Elenco: Lily Collins, Philippine Leroy-Beaulieu, Lucas Bravo
Distribuidora: Netflix

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