A Maldição da mansão Bly | Crítica

A Maldição da mansão Bly transformou uma série de terror dramática em uma grande história de amor sobre perdas. Confira a crítica do Seven List sobre a série da Netflix.

Crítica de A Maldição da Mansão Bly

Nos últimos anos a Netflix foi a responsável por inúmeras séries que levaram o público a loucura, mas poucas foram tão excepcionais quanto o terror dramático A Maldição da Residência Hill. O sucesso foi tão grande, que a série de 2018 dirigida por Mike Flanagan, começou a percorrer um caminho arriscado: a vontade de uma continuação, quando não havia necessidade de uma. Com isso a melhor solução foi transformar a mini série, em uma série antológica, onde cada temporada traz uma trama 100% nova, surgindo assim A Maldição da Mansão Bly.

Embora o expectador tenha consciência de que se trata de uma nova história, que precisa ser analisada separadamente, isso não absolve a série de terror de uma inevitável comparação, trazendo para a série uma expectativa que prejudica a produção de todas as formas, já que o patamar a se alcançar é alto.

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Ambientada em 1987, A Maldição da Mansão Bly conta a história de Dany Clayton (Victoria Pedretti), uma jovem que é contratada por Henry Wingrave (Henry Thomas) para trabalhar em uma luxuosa e antiga casa de veraneio, para cuidar de duas crianças órfãs em tempo integral. Mas as coisas saem do controle quando os irmãos Flora (Amelie Bea Smith) e 

Miles (Benjamin Evan Ainsworth) começam a agir de forma estranha, transformando a vida dos moradores daquela casa em algo perturbador. 

A trama opta por seguir o recurso narrativo utilizado na primeira temporada, onde cada episódio desenvolve o background de um dos personagens, a fim de criar camadas que tornam cada uma das personas reais, a ponto do espectador se identificar. E de fato, A Maldição da Mansão Bly consegue desdobrar essas histórias, nem sempre tão profundamente quanto na Mansão Hill, mas ainda assim acontece. O problema está no ritmo lento em que essa história é contada, tornando extremamente massante a experiência de quem assiste.

Critica do Seven List de Maldição da Mansão Bly - Netflix


Não há como não pensar sobre a A Maldição da Residência Hill, sem recordar-se do magnífico episódio 6, feito todo em plano sequência. E embora a Maldição da Mansão Bly seja inferior a sua antecessora, é no episódio 8, denominado de Roupas e Jóias, que a série entrega uma fantástica produção em preto e branco, que finalmente faz jus a expectativa inicial do público. A questão é que ao assistir um show de 9 episódios, principalmente na era dos streamings, aguardar por mais de 8 horas para a trama se tornar interessante, é inadmissível ao olhos de uma geração que tem pressa. 

Entretanto, é a partir desse Spinoff que a série mostra a que veio, encerrando o seu ciclo de forma emocionante e conectando tudo o que vimos anteriormente. Então podemos considerar que A Maldição da Mansão Bly cumpre o seu papel? Digamos que sim. Mas a real, é que nos deparamos com uma série morna, que por conta de um final esplêndido, traz a falsa sensação de satisfação.



Título original: The Haunting of Bly Manor
Ano: 2020
Nacionalidade: EUA
Gênero: Terror / Drama
Direção: Mike Flanagan
Elenco: Victoria Pedretti, Amelia Eve, T’Nia Miller
Distribuidora: Netflix

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