Enole Holmes | Crítica

Enola Holmes, filme da Netflix protagonizado por Millie Bobby Brown é uma grande aventura feminista para curtir em família. Confira a crítica do Seven List sobre o filme do universo de Sherlock Holmes.

Crítica do Seven List do filme Enola Holmes da Netflix


Embora baseado no livro de 2010 Enola Holmes – O Caso do Marquês Desaparecido, de Nancy Springer, essa crítica tem como base apenas o filme da Netflix, dirigido por Harry Bradbeer. Irmã caçula do detetive mais conhecido no mundo, Sherlock Holmes (Henry Cavill), Enola Holmes (Millie Bobby Brown) foi ensinada a ser uma mulher independente, fugindo dos moldes da sociedade da época. Após o desaparecimento de sua mãe, ela sai em busca do paradeiro dela, ao mesmo tempo que foge de Mycroft (Sam Claflin), seu irmão que quer mandá-la à um colégio interno.

Foi confirmado o que o mundo já sabia, Millie Bobby Brown é uma estrela e em Enola Holmes ela transpira carisma. Dona de uma presença ímpar e presente em quase 100% das cenas, a atriz conhecida por seu papel em Stranger Things, entrega uma performance que transita entre a curiosidade e perspicácia de uma alma guiada pelo espírito investigativo, a cenas de lutas banhada a jiu-jitsu e a timidez do início de um interesse amoroso.

Sam Claflin também faz um bom trabalho ao dar vida a um Mycroft tão cartunesco quanto a sua caricatura feita por Enola. O personagem não chega a ser um vilão, mas o fato dele ver o feminismo como uma ameaça, o faz tomar atitudes egoístas e conservadoras. Já Henry Cavill, embora possua uma presença que enche a tela, traz uma versão de Sherlock um tanto quanto sem graça, deixando de lado toda apatia e eficácia conhecida do personagem. E o que falar de Helena Bonham Carter? Apenas perfeita, como sempre.

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Mesmo que o produto final seja um filme muito divertido, o roteiro apresenta um desenvolvimento superficial principalmente em relação a proposta inicial da trama, que gira em torno do sumiço de Eudoria Holmes. A rasa evolução de forma alguma tira o brilho de um filme extremamente carismático, mas deixa passar a oportunidade de entregar um longa com o melhor da investigação à la Sherlock Holmes, e ainda aprofundar um arco tão interessante quanto o de uma mãe que deixa a filha para lutar por algo maior que qualquer coisa.

A quebra da quarta parede é um recurso que veio do teatro e é muito utilizado em produções audiovisuais, a fim de aproximar ainda mais o espectador da trama. Em Enola Holmes, a fórmula funciona principalmente por conta de uma protagonista encantadora. Entretanto, a técnica junto de momentos explicativos, torna a história expositiva demais, dando de bandeja ao público informações que ele poderia raciocinar sozinho.

Acima de qualquer coisa, Enola Holmes é um filme feminista. É emocionante ver o quanto personagens como esse vivido por Millie Bobby Brown, servem como parâmetro para meninas serem apenas o que desejam, sendo pessoas independentes fisicamente e intelectualmente. O filme ainda traz como plano de fundo a luta das mulheres pelo direito do voto, deixando um bom espaço para o assunto ser abordado em uma possível continuação. Ainda assim, Enola Holmes não deixa de lado o clichê de uma adolescente encontrando o primeiro amor. E está tudo bem. Afinal, até a maior das feministas não resiste a um casal fofo, cheio de química em tela.

Não há como não dizer que o filme da Netflix, Enola Holmes, deixa passar a oportunidade de ser uma grande obra de investigação protagonizado por uma mulher. Entretanto, dentro da sua proposta, o filme é uma grande aventura feita para a família. É engraçado, leve, fofo, colorido, dinâmico e até mesmo clichê, mas nos proporciona boas duas horas de diversão.



Ano: 2020
Nacionalidade: EUA
Gênero: Comédia
Duração: 2h03min
Direção:  Harry Bradbeer
Elenco: Millie Bobby Brown, Henry Cavill, Sam Claflin
Distribuidora: Netflix

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